A dificuldade no acesso à habitação tem sido um dos maiores desafios para os jovens em Portugal. Nos últimos anos, os preços elevados dos imóveis, as exigências de entrada inicial e o aumento do custo de vida tornaram a compra de casa um objetivo difícil de alcançar.
Para responder a este cenário, o Estado implementou duas medidas fundamentais: a isenção de IMT para jovens e a garantia pública no crédito habitação.
Os dados mais recentes mostram que estas soluções já estão a ter impacto real no mercado.
Isenção de IMT: menos custos na compra da primeira casa
A isenção de IMT foi criada para apoiar jovens até aos 35 anos na compra da primeira habitação própria e permanente. O objetivo é simples: reduzir os encargos iniciais associados à compra de casa, tornando o processo mais acessível.
Desde a sua entrada em vigor, esta medida já beneficiou cerca de 70 mil jovens, permitindo uma poupança significativa num dos impostos mais pesados na aquisição de um imóvel.
Na prática, a isenção de IMT:
- reduz o valor necessário no momento da escritura;
- facilita o planeamento financeiro;
- permite que mais jovens avancem para a compra da primeira casa.
Contudo, é importante sublinhar que nem todos os imóveis estão abrangidos e que existem limites de valor e condições específicas a cumprir.
Garantia pública: apoio no acesso ao crédito habitação
A par da isenção de IMT, foi criada a garantia pública no crédito habitação, uma medida destinada a jovens que têm rendimentos estáveis, mas dificuldade em reunir o valor de entrada exigido pelos bancos.
Esta solução permite que o Estado atue como garante de parte do financiamento, reduzindo o risco para as instituições bancárias e facilitando o acesso ao crédito.
Até ao momento, esta medida já apoiou cerca de 23 mil jovens, mostrando que o principal entrave à compra de casa não é apenas a prestação mensal, mas sim o capital inicial necessário.
Impacto real no mercado imobiliário
Em conjunto, estas duas medidas estão a alterar o comportamento do mercado e a abrir novas oportunidades para os jovens compradores.
A redução de impostos e o apoio no financiamento permitem decisões mais seguras, menos dependentes de ajuda familiar e com maior estabilidade a longo prazo.
Ainda assim, estas soluções não substituem uma análise cuidada do perfil financeiro de cada pessoa. Comprar casa continua a ser uma decisão de longo prazo, que exige planeamento, comparação de opções e avaliação de riscos.
O que deve ser analisado antes de avançar
Apesar dos apoios disponíveis, é fundamental considerar:
- a taxa de esforço real do agregado;
- a estabilidade dos rendimentos;
- o impacto de seguros, impostos e despesas futuras;
- as condições do crédito a médio e longo prazo.
Nem todos os casos são iguais, e nem todas as medidas se aplicam da mesma forma a todos os jovens.
Informação e acompanhamento fazem a diferença
As medidas públicas podem ser uma grande ajuda, mas só produzem bons resultados quando são bem compreendidas e corretamente aplicadas.
Analisar cada situação, esclarecer dúvidas e encontrar a solução mais ajustada continua a ser essencial para evitar decisões precipitadas.
Na DS Moita, acreditamos que boas decisões começam com boa informação, e que comprar casa deve ser um passo dado com segurança, clareza e acompanhamento especializado.

