Em 2024, os jovens portugueses deixaram a casa dos pais com uma idade média de 28,9 anos, colocando Portugal entre os países da União Europeia com as idades mais altas de emancipação juvenil. Este dado, divulgado pelo Eurostat, reflete uma realidade marcada por desafios económicos e sociais que dificultam o acesso à habitação e à independência financeira.
A realidade da emancipação juvenil em Portugal
Portugal ocupa o sétimo lugar na União Europeia em termos de idade média de saída da casa dos pais, atrás de países como Croácia (31,3 anos), Eslováquia (30,9 anos) e Grécia (30,7 anos). Em contraste, países como Finlândia, Dinamarca e Suécia apresentam idades médias significativamente mais baixas, abaixo dos 22 anos.
Este fenómeno está intimamente ligado à crise habitacional que o país enfrenta, caracterizada por elevados preços de compra e arrendamento, escassez de oferta e uma procura crescente, especialmente nas grandes cidades como Lisboa e Porto. Além disso, fatores como a falta de estabilidade laboral e o aumento do custo de vida contribuem para a dificuldade dos jovens em alcançar a independência.
Impacto na qualidade de vida e nas dinâmicas familiares
A permanência prolongada na casa dos pais pode afetar a qualidade de vida dos jovens e das famílias. Por um lado, os jovens podem sentir-se limitados no desenvolvimento da sua autonomia e na construção de uma identidade própria. Por outro, os pais podem experienciar desafios na adaptação a uma convivência prolongada, afetando as dinâmicas familiares.
Soluções e políticas públicas em discussão
Para enfrentar esta realidade, diversas medidas têm sido propostas e implementadas. O Governo português tem investido em programas de apoio à habitação jovem, como o “1.º Direito”, que visa apoiar a aquisição ou arrendamento de habitação para jovens em situação de vulnerabilidade. Além disso, há um foco crescente na promoção de arrendamento acessível e na regulamentação do mercado de alojamento local, visando aumentar a oferta de habitação para residentes permanentes.
A elevada idade média de saída da casa dos pais em Portugal é um reflexo das dificuldades económicas e sociais que os jovens enfrentam na atualidade. É fundamental que continuem a ser desenvolvidas políticas públicas eficazes que promovam a autonomia juvenil e o acesso à habitação digna, garantindo um futuro mais equilibrado e justo para as próximas gerações.
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